Geo Leca® controla risco de derrocada nas encostas de castelo medieval

O agregado leve Leca® foi o material selecionado para enchimento de fundações no projeto de consolidação das encostas do castelo da vila de Palmela, próxima de Lisboa. A facilidade de entrega e a leveza foram as principais razões desta escolha.






Com um importante papel ao longo da história de Portugal, o Castelo de Palmela apresentava há já várias décadas problemas de estabilidade nas suas encostas. Após três anos de estudos geotécnicos e de acompanhamento arqueológico, dada a complexidade da intervenção necessária e a riqueza do património envolvido, as obras de reabilitação arrancaram em setembro de 2018. No total, o projeto representou um investimento de 2,9 milhões de euros.

Assegurar estabilidade e segurança 
Os trabalhos de estabilização das encostas decorreram em três frentes, tendo o agregado leve Leca® sido usado na consolidação das muralhas de um dos baluartes do castelo.
“Este baluarte já tinha sido alvo de vários estudos e pareceres, onde estavam identificadas graves patologias, essencialmente de fundação. No âmbito desta intervenção, importava resolver essas patologias e dotar a estrutura do nível de segurança adequado”, explica Rui Tomásio, engenheiro na JETsj Geotecnia, empresa responsável pelo projeto.

Para cumprir estes objetivos, a solução consistiu no reforço das fundações com elementos de betão armado e micro-estacas de modo a transmitir as cargas em profundidade, mas também na conservação e restauro do próprio baluarte. Assim, toda a alvenaria foi tratada, com selagem de juntas e revisão do sistema de drenagem. Finalmente, foi realizada uma intervenção no aterro existente a tardoz da muralha do baluarte. “Este aterro estava muito degradado, apresentando assentamentos, pelo que foi parcialmente removido e substituído por agregados leves de argila expandida. Esta substituição permitiu aliviar os impulsos de terra sobre a muralha e, simultaneamente, melhorar as condições de drenagem”, completa Rui Tomásio.

Geo Leca®: muito leve e fácil de aplicar
A argila expandida foi o material selecionado pela JETsj Geotecnia para preenchimento do aterro. Muito leve quando comparada com outros materiais de enchimento, permitiu a consolidação do aterro sem necessidade de intervenção direta na muralha, considerada património histórico.
“Poderíamos ter optado por várias soluções para melhorar o aterro, mas esta pareceu-nos a opção mais indicada porque permitia resolver, simultaneamente, os problemas de drenagem e dos impulsos sobre a muralha. Além disso, tendo em conta que existiam condicionamentos no acesso ao local, entendemos que seria também a solução mais simples de executar”, diz Ana Pereira, engenheira responsável pelo projeto na JETsj Geotecnia.

JETsj Geotecnia, Pombalense e Leca Portugal juntam-se para superar desafio
Escolhida a solução Leca®, a entrega do material ficou a cargo da empresa Pombalense, especializada no transporte de mercadorias. O projeto foi bastante desafiante do ponto de vista logístico, dada a distância e altura consideráveis do local onde seria necessário colocar o agregado leve, bem como o facto de se tratar de um monumento nacional.
Após visita à obra, com o apoio da Leca Portugal, a empresa acabou por optar pela bombagem do agregado diretamente para o local da obra com recurso a mangueiras. A alternativa seria o fornecimento do material em big bags pelo interior do castelo. Uma opção mais complexa e morosa, que implicaria passar por acessos apertados e, eventualmente, limitar as visitas ao castelo durante as obras. 

Já a bombagem do material permitiu que os trabalhos decorressem sem necessidade de fechar o monumento. “Verificámos no local que tínhamos cerca de 200 metros de distância de mangueiras a colocar com uma elevação de cerca de 40 metros para conseguirmos concluir o projeto com sucesso”, explica Renato Neves, da Pombalense. “Usámos cisternas e compressores equipados com válvulas de 150 milímetros e que fabricam cerca de 16 metros cúbicos de ar por minuto a 1 Kg de pressão”, completa.

Uma opção que permitiu que todo o processo decorresse sem qualquer contratempo e que a área voltasse a ser segura. “Com esta parte da obra já completamente terminada, e pelo acompanhamento sistemático que fizemos dos trabalhos, podemos dizer que as soluções implementadas corresponderam à expectativa que tínhamos quando o projeto foi desenvolvido. Do nosso ponto de vista, esta solução permitiu conciliar a reposição das condições de segurança, sem descurar a versatilidade e a facilidade de execução dos trabalhos”, conclui Rui Tomásio.

 

Obra: Intervenção estrutural nas encostas do Castelo de Palmela na zona de um dos baluartes
Localização: Palmela, Portugal
Dono de obra: Câmara Municipal de Palmela
Projetista: JETsj Geotecnia Lda. (Eng.ª Ana Pereira e Eng.º Rui Tomásio)
Construtor: ACA Engenharia e Construção
Produtos Leca®: Geo Leca® a granel
Volume de material utilizado: 474 m3